Uma semana atrás. Café Magnólia do Cinema Londres (espaço com um ar cool, urbano, minimalista e, de certo modo, intelectual).
A ocasião: uma suposta estreia de um filme brasileiro com a presença de alguns actores e do realizador.
O verdadeiro significado: uma photo oportunity para as peles repuxadas da linha.
Em redor de uma das mesas, ainda com o cheiro a laca a estrebuchar, duas dignas representantes do jet7 sacavam do pente de dentes finos e passavam-no pelo cabelo.
Eis que, ao alto, na escadaria, surge uma mulher de bronze escuro-esturricado, abana o cabelo uma ou duas vezes e desce os degraus de uma só vez.
Pensei para mim: “Quem é esta?”. Rapidamente algumas vozes responderam: “Ahhhh, Xenica!!”.
Pensei de novo para mim: “Se calhar é hora de ir embora”.

