Arquivo de Abril, 2007

Deus escreve certo por linhas tortas…

Abril 30, 2007

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Eu sei que uma das grandes curiosidades masculinas consiste em saber porque é que as mulheres vão ao “toilette” aos pares. Eu também não sei explicar, mas deve ser um comportamento social e geneticamente adquirido. É assim porque tem de ser assim e pronto.

Aqui há uns dias vi-me envolvida numa situação algures entre o deprimente e o cómico.

Estava eu num estabelecimento de diversão nocturna, quando uma estranha me pede para a acompanhar à casa de banho.

Não costumo acompanhar desconhecidas neste ritual, mas, inocente ou decontraidamente, fui… Afinal, não ia ser eu a responsável por quebrar a ancestral regra social que diz, e passo a citar: “se és humano do género feminino, jamais te dirigirás para um qualquer lavabo público, sem te fazeres acompanhar por uma ou mais fêmeas da tua raça”.

À medida que nos aproximávamos, pensei: “Pronto, lá vou eu segurar-lhe na mala, quando muito crava-me um tampão. Na pior das hipóteses pede-me para usar o lápis dos olhos ou o baton… Mas isso já é pouco higiénico e não me agrada…”

Chegadas à zona dos lavatórios parei, mas ela insistiu que eu fosse com ela para o cubículo da sanita… Como não estávamos sozinhas ali, fui. Não me parecia situação de risco, pelo menos nada de que eu não me pudesse desenrascar.

Descobri o propósito da minha nova amiga quando a vejo remexer na mala. Depois de alguns movimentos rápidos e ágeis ela tem prontas duas linhas de pó branco e diz: “Queres?”; eu repondo: “Não!”.

Para meu alívio ela não insistiu, em vez disso respondeu-me com um curto e grosso: “Então, mais fica!”

 

Nota:
Peço desculpa se vos desiludi… É que já me apercebi que as pessoas a quem contei a história estavam à espera de um final mais condimentado, que envolvesse experiências lésbicas e tal… Mas não.

Se eu tivesse dito que sim, talvez, pelo menos a julgar pelo comportamento desinibido desta amiga na pista de dança, depois deste episódio.

Mas, para mim, foi muito mais hilariante o “Então, mais fica!”.

Quem se lembra?

Abril 26, 2007

Este é o genérico dos desenhos animados “Alice no País das Maravilhas”, que passava nos anos 80. Eu simplesmente adorava ver isto! Tenho a certeza que não era a única…

Muito bom…muito muito bom!!

O 25 de Abril e a Mulher

Abril 25, 2007

Porque todas nós, ou quase, nascemos depois do 25 de Abril, é importante deixar aqui alguns apontamentos sobre o papel da mulher na sociedade, antes da Revolução de 1974.

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No trabalho

– Em 1974, apenas 25% dos trabalhadores eram mulheres; apenas 19% trabalhavam fora de casa (86% eram solteiras; 50% tinham menos de 24 anos).

– Ganhavam menos cerca de 40% que os homens.

– A lei do contrato individual do trabalho permitia que o marido pudesse proibir a mulher de trabalhar fora de casa.

– Se a mulher exercesse actividades lucrativas sem o consentimento do marido, este podia rescindir o contrato.

– A mulher não podia exercer o comércio sem autorização do marido.

– As mulheres não tinham acesso às seguintes carreiras: magistratura, diplomática, militar e polícia.

– Certas profissões (por ex., enfermeira, hospedeira do ar) implicavam a limitação de direitos, como o direito de casar.

Na família

– O único modelo de família aceite era o resultante do contrato de casamento.

– A idade do casamento era 16 anos para o homem e 14 anos para a mulher;

– A mulher, face ao Código Civil, podia ser repudiada pelo marido no caso de não ser virgem na altura do casamento.

– O casamento católico era indissolúvel (os casais não se podiam divorciar).

– A família é dominada pela figura do chefe, que detém o poder marital e paternal. Salvo casos excepcionais, o chefe de família é o administrador dos bens comuns do casal, dos bens próprios da mulher e bens dos filhos menores.

– O Código Civil determinava que “pertence à mulher durante a vida em comum, o governo doméstico”.

– Distinção entre filhos legítimos e ilegítimos (nascidos dentro e fora do casamento): os direitos de uns e outros eram diferentes.

– Mães solteiras não tinham qualquer protecção legal.

– A mulher tinha legalmente o domicílio do marido e era obrigada a residir com ele.

– O marido tinha o direito de abrir a correspondência da mulher.

– O Código Penal permitia ao marido matar a mulher em flagrante adultério (e a filha em flagrante corrupção), sofrendo apenas um desterro de seis meses;

– Até 1969, a mulher não podia viajar para o estrangeiro sem autorização do marido.

Saúde Sexual e Reprodutiva

– Os médicos da Previdência não estavam autorizados a receitar contraceptivos orais, a não ser a título terapêutico.

– A publicidade dos contraceptivos era proibida.

– O aborto era punido em qualquer circunstância, com pena de prisão de 2 a 8 anos. Estimavam-se os abortos clandestinos em 100 mil/ano, sendo a terceira causa de morte materna.

– Cerca de 43% dos partos ocorriam em casa, 17% dos quais sem assistência médica; muitos distritos não tinham maternidade.

– A mulher não tinha o direito de tomar contraceptivos contra a vontade do marido, pois este podia invocar o facto para fundamentar o pedido de divórcio ou separação judicial.

Segurança Social

– O regime de previdência e de assistência social caracterizava-se por insuficiente expansão, fraca cobertura de riscos e prestações sociais com baixo nível de protecção social.

– O número de trabalhadores(as) abrangidos com o direito a pensão de velhice era muito reduzido. Pouco antes do 25 de Abril, o número de portugueses a receber pensão era cerca de 525 mil.

– Não existia pensão social, nem subsídio de desemprego.

– A pensão paga aos trabalhadores rurais era muito baixa e com diferenciação para mulheres e homens.

– Não existia pensão mínima no Regime Geral e a pensão média, o abono de família e de aleitação atingiam valores irrisórios.

– As mulheres, particularmente as idosas, tinham uma situação bastante desfavorável. A proporção de mulheres com 65 anos e mais que recebia pensões era muito baixa, assim como os respectivos valores.

Infraestruturas e equipamentos sociais

– Em 1973 havia 16 creches oficiais e a totalidade, incluindo as particulares, que cobravam elevadas mensalidades, abrangia apenas 0,8% das crianças até aos 3 anos de idade.

– Não existiam escolas pré-primárias públicas e as privadas cobriam apenas 35% das crianças dos 3 aos 6 anos de idade.

– Quase 50% das casas não tinha água canalizada e mais de metade não dispunha de electricidade.

Direitos cívicos e políticos

– Até final da década de 60, as mulheres só podiam votar quando fossem chefes de família e possuíssem curso médio ou superior.

– Em 1968 a lei estabeleceu a igualdade de voto para a Assembleia Nacional de todos os cidadãos que soubessem ler e escrever. O facto de existir uma elevada percentagem de analfabetismo em Portugal, que atingia sobretudo as mulheres, determinava que, em 1973, apenas houvesse 24% dos eleitores recenseados.

– As mulheres apenas podiam votar para as Juntas de Freguesia no caso de serem chefes de família (se fossem viúvas, por exemplo), tendo de apresentar atestado de idoneidade moral.

Importante é também reflectir sobre o que se passa hoje, para que os direitos adquiridos não se percam, por uma sociedade consciente dos seus direitos e deveres.

Keane em Portugal

Abril 25, 2007

OK… muitos podem dizer que pouco lhes interessa mas isto é a minha treta!

Pelo meu nick (katiekeane) já devem ter percebido que sou grande fã desta banda…

Quando me disseram que eles vinham no dia 3 de Agosto ao Parque da Cidade do Porto nem quis acreditar… ter que ir a Lisboa vê-los era uma grande seca. Comecei aos pulos de contente agarrada ao telefone (avisaram-me por telélé) e os meus colegas de trabalho começaram aos saltos também e a perguntar: Porque é que estamos a saltar… :) enfim…

Eles são bons músicos e muito carinhosos com os fãs… deviam aproveitar!!!

Oficialmente, as noites de Verão

Abril 23, 2007

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Podem ser efémeras porque ainda é cedo para se falar em Verão mas, a verdade é que, desde a semana passada que tenho um gostinho especial em meter os pés fora de casa à noite. Nem que seja só para dizer “ena pá, estou de top e está um calor do catano”.

No sábado senti que estava de volta às noites de Agosto. Retomei um hábito que tinha deixado há uns bons tempos e passei pelo Bairro Alto. As ruas cheias de gente quase pareciam ter dois sentidos e muitos dos presentes pareciam vir em contramão.

Sabe bem saber que se pode sair à rua sem casacos irritantes e ter a certeza de que não se vai apanhar a chuvada do mês. Continua assim, São Pedro. Bom trabalho!

A minha vida dava um filme indiano

Abril 23, 2007

Isto de cortar o cabelo tem muito que se lhe diga. Nunca fui daquelas que vai ao cabeleireiro todas as semanas mas tambem nao era qualquer galderia que punha as manapulas nestas minhas madeixas sedosas. Estas esquisitices acabaram-se todas quando me mudei para o estrangeiro, vulgo “la fora”.

Bem, farta de pagar os olhos da cara por um corte feito pelo Eduardo Maos -de-Tesoura marquei no “My Bollywood Salon”. Bollywood! Eu sou uma gaja corajosa ou que? Oh minhas amigas, aquilo eh um outro mundo. Primeiro, a musica alegre, depois as cores garridas, e alegres, e por fim as imagens alegres dos deuses que, convenhamos, sao muito mais interessantes que os nossos santinhos. Um deus com tromba de elefante ainda eh coisa para entreter um puto durante uma meia hora.  Ve la se consegues essa oh Santo Antonio.

Mas o mais importante foi descobrir o que eh o “threading”. (Eu ja sabia mas para efeitos de narrativa vamos supor que nao). O threading consiste em remover os pelos indesejados da face nao com pinca, nao, nao com cera, nao senhora, mas com um cordel! Com um cordel, Izzy?!? (Ate parece que ja vos oico). Sim, com um cordel, cuja ponta elas enfiam na boca, fazem um no solto e toca a puxar o pelame com a dentuca. Aquilo a principio pareceu-me uma pratica absolutamente medieval. Entao nao ha pincas na India, senhoras? Mas depois lembrei-me que este eh o mesmo pais que, enquanto na Europa queimavam bruxas para entretenimento, andava a praticar os ensinamentos do Kama Sutra. Foi isso e o facto das empregadas todas, todas sem excepcao, e elas ainda eram pra’ai umas oito ou nove, me terem perguntado “eyebrow”? Ok, ok, ja percebi, doi-me a depilar as sobrancelhas pa, o que querem?

Bem, sei dizer que sai do meu Salao de Bollywood uma mulher nova. Sobrancelhas novas, corte de cabelo novo. Vou ja ali ah Little India comprar um sari e por-me a cantar e dancar as minhas desventuras amorosas aos transeuntes.

A Super Tia sabe…

Abril 23, 2007

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O desafio é que as minhas colegas e leitores deixem aqui a sua opinião ácerca da temática…

Eu começo:

Porque gosto de costas e nucas largas e de um peito sensivelmente à altura da minha cabeça, para aconchegar.

Foi a primeira coisa que me ocorreu, deixem as vossos comentários mais (ou menos) inspirados!

Parabéns gaja…

Abril 19, 2007

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imagem retirada do blog do tio Markl…

Pois parece que hoje é …

é….

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Uma das gajas do t(r)etas celebra mais um aniversário…

Vamos todos dar um grande Parabéns à….

Façam as vossas apostas!

Sugestão para o fim-de-semana

Abril 18, 2007

Se a tendência for para se manter, vamos ter um fim-de-semana cheio de Sol e com temperaturas bem altas.

E nada melhor para estas alturas do que um fim-de-semana em família e ao ar livre.

A sugestão que aqui deixo chega dos EUA (de onde mais poderia ser?) e encontrei-a no blog do Filipe Homem Fonseca.

São uns castiços estes americanos…

Ouvi dizer que as t(r)etas estavam paradas…

Abril 17, 2007

Não pode ser!

Vamos lá abanar as t(r)etas!

Shake Shake Shake